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                                           27 de Junho de 2011 Com o decorrer do tempo, aprofunda-se em nós o reconhecimento e o sentimento de gratidão por todos aqueles que passaram pelas nossas vidas e se nos ofereceram como referências, nos moldaram o carácter e nos incutiram os valores que haveriam de nos guiar por toda a vida. Em primeiro … Ler mais

                                           27 de Junho de 2011

Com o decorrer do tempo, aprofunda-se em nós o reconhecimento e o sentimento de gratidão por todos aqueles que passaram pelas nossas vidas e se nos ofereceram como referências, nos moldaram o carácter e nos incutiram os valores que haveriam de nos guiar por toda a vida.

Em primeiro lugar, estão os nossos Pais. Depois, vêm os nossos familiares mais chegados, os bons amigos, os nossos educadores e professores, e os nossos superiores e patrões.

Este foi o dia da partida do Senhor Salvador Fernandes Caetano.

O País perdeu hoje um verdadeiro empreendedor, daqueles que sabem demonstrar como um empresário pode ser um criador e um transformador da Sociedade.

A sua intuição, a sua iniciativa e a sua liderança deram origem a uma grande obra, da qual resultaram bens económicos e sociais de grande relevância e impacto, gerando muita riqueza, da qual beneficiaram milhares e milhares de pessoas, o que quer dizer, milhares e milhares de famílias.

Eis o seu legado económico e social.

Mas essa é apenas uma das dimensões da sua herança. Na verdade, existe uma outra dimensão, a humana. Tal como a primeira, que perdura nas instituições que criou, a segunda mantém-se e reproduz-se nas tantas e tantas pessoas para quem foi exemplo, de quem foi mestre e para quem continuará a inspirar uma grata memória e a ser uma referência.

Foi um dos exemplos mais eloquentes de uma elite hoje muito rara: a dos chamados capitães da indústria.

Foi também, bem “avant la lettre”, um exemplo do empresário moderno, aquele que sabe sintetizar nas empresas que cria, tanto as necessárias motivações económicas como as imprescindíveis preocupações sociais.

Hoje vivemos um dia triste pela perda de um homem singular. Sem contradição, foi todavia um dia de reconhecimento e um momento para reavivar uma memória grata, por todos aqueles que puderam partilhar do seu impulso criador.